Ao buscar articular questões teóricas e práticas referentes ao ensino de leitura no contexto de uma sociedade cada vez mais mediatizada, os autores da obra esperam contribuir para a reflexão de professores de leitura sobre sua prática pedagógica e sobre as teorias que as fundamentam. Desejam também que essas reflexões possam se desdobrar em diálogos dentro de comunidades de professores de leitura, em projetos de reconstrução de prática pedagógica e em novas publicações sobre o tema, que precisa ser continuamente discutido, sob diferentes perspectivas, especialmente por aqueles que acreditam que saber ler textos é também saber ler o mundo, transformando-o e sendo transformado por ele.
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Em reunião do Comitê Executivo e Internacional (EBIC) da AILA, realizada no dia 23 de agosto em Beijing, China, a candidatura do Brasil para sediar o 18th World Congress of Applied Linguistics em 2017 foi a escolhida, com uma diferença de três votos em um universo de vinte e quatro.
Finalmente a AILA vai estabelecer diálogos com a LA Latino Americana e, como salientaram renomados linguistas aplicados no vídeo produzido para a apresentação do bid e nas inúmeras trocas de e-mail para elaboração do documento (disponível para leitura no "Espaço dos Associados"), há muito a se aprender neste intercâmbio, e, é claro, muito a se fazer também.
A atual diretoria da ALAB (biênio 2009/2011) deve grande parte da vitória ao apoio fundamental da comunidade de linguistas aplicados do Brasil, que aumentaram a representatividade da ALAB, tornando-a suficientemente forte e coesa para enfrentar esse desafio.
Prof. Hilário Bohn é indicado como novo associado honorário da ALAB durante IX CBLA
De 25 a 28 de agosto, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a ALAB realizou o IX Congresso Brasileiro de Linguística Aplicada com uma intensa e profícua programação, cujo tema foi Linguística Aplicada e Sociedade, envolvendo uma participação de aproximadamente 1000 pessoas. Entre as atividades desenvolvidas houve a conferência de abertura com a INÊS SIGNORINI (UNICAMP), intitulada Voltando à questão da transdisciplinaridade em LA. O congresso contou com outro palestrante brasileiro, PEDRO GARCEZ (UFRGS) com sua fala Produção de conhecimento, uso da linguagem e ensino de língua: desafios para a relação entre linguistas aplicados e sociedade.
No que se referia a palestrantes estrangeiros, apresentaram-se BARBARA SEIDHOFER (University of Viena) com sua conferência Translanguaging via English as a Lingua Franca e CLAIRE KRAMSCH University of California – Berkeley) com Between language and literature: Applied Linguistics.
Além de simpósios, comunicações e pôsteres apresentados por linguistas aplicados de diferentes lugares do cenário nacional durante o evento, questões importantes foram tratadas durante a assembléia geral realizada no dia 27, no auditório do CT, na UFRJ. Depois da prestação de contas da presidência e tesouraria do biênio 2009-2011, foi proposto pela atual presidente, PAULA SZUNDY (UFRJ), e aprovado pela assembléia a moção para sócio honorário em nome de HILÁRIO BOHN, por sua relevante contribuição na área da Linguística Aplicada em mais de 40 anos de atuação.
Durante a assembléia da ALAB, foi ainda eleita a nova diretoria para o biênio 2011-2013, que assumirá a gestão da ALAB a partir de novembro. A chapa eleita, intitulada Consolidação tem como presidente CHRISTINE NICOLAIDES (URFJ), como vice-presidente KLEBER APARECIDO SILVA (Universidade de Brasília), como tesoureiro ROGÉRIO CASANOVAS TÍLIO (UFRJ) e como secretária CLÁUDIA HILSDORF ROCHA, Universidade Estadual de Campinas.
Conforme também anunciado durante o IX CBLA, A ALAB toma um grande passo ao candidatar-se para hospedar o Congresso Internacional de Linguísticia Aplicada – AILA 2017, no Rio de Janeiro. O Brasil estará sendo representado por PAULA SZUNDY, presidente da ALAB, em Beijing, China, durante The 16th AILA World Congress com o tema Harmony in Diversity: Language, Culture, Society. Caso o Brasil vença, teremos a realização do primeiro AILA na América Latina.
O que significa discutir Linguística Aplicada e Sociedade? Obviamente essa discussão vai muito além da escola, mas o ensino e aprendizagem de línguas no contexto brasileiro é o fio de Ariadne neste livro.
Isso se justifica porque a escola é um dos palcos onde a sociedade se encena em suas contradições e, por isso, onde se expõe. A sociedade quer se ver na escola, mas ao fazê-lo revela nesta as suas feridas e, por isso, pode ser, ela mesma, uma das forças contra as quais os atores escolares precisam travar conflitos.
Se a escola é um lugar de contradições e adversidades, este livro nos ajuda a pensar em questões importantes, tais como: o que significa ensinar línguas na escola de hoje? Qual o papel dos gêneros do discurso/texto nessa tarefa? De que maneira os professores de línguas se percebem na atividade profissional que exercem? Como eles driblam as dificuldades que se apresentam diante de sua ação docente? E como descobrem saídas para garantirem o seu exercício profissional de agentes de letramento?
O livro retrata que, embora determinadas forças políticas queiram promover uma dicotomia entre a sociedade e a escola, hoje em dia, em função do espraiamento das tecnologias digitais, é impossível que estas duas instituições se “ilhem” em si mesmas.
Assim, importantes discussões como as que envolvem a noção de gêneros e sua relação com o ensino, a educação linguística e o trabalho de professores de línguas, as noções de identidades, tecnologias e livro didático podem significar o rompimento dos diques que a sociedade impõem a si e, por consequência, às suas agências de letramento, provocando o desaguamento das práticas sociais de linguagem represadas por forças que entendem que elas não podem adentrar a sala de aula.
Finalmente, este livro mostra que, na área dos estudos linguísticos aplicados, a preocupação com questões já cristalizadas, como a didatização dos gêneros do discurso, a educação linguística e o trabalho do professor dialogam com temas mais emergentes, tais como as relações entre tecnologia, linguagem e educação. Esses temas revelam que a agenda atual da pesquisa em Linguística Aplicada se mostra preocupada em compreender as suas relações com os diversos campos da sociedade.
No dia 25 de julho do corrente ano acontecerá a abertura do IX Congresso Brasileiro de Linguística Aplicada na Academia Brasileira de Letras - ABL, Rio de Janeiro, às 18h. Depois da abertura oficial, está prevista a conferência intituladaContribuições das práticas transdisciplinares de pesquisa em LA com a Linguista Aplicada Profa. Dra. Inês Signori, da UNICAMP. Após a conferência haverá a apresentação do grupo de chorinho Juriti, seguido do lançamento de vários livros na área, além de um coquetel oferecido a todos os participantes.
A abertura do IX CBLA na ABL tem uma importância especial por esta ser um espaço relevante de discussão e fomento para tópicos da área de Letras.
A ABL foi fundada em 20 de julho de 1897 com a finalidade de cultivar a língua e a literatura nacional. Ela é composta por 40 membros efetivos e perpétuos, eleitos em votação secreta, e 20 sócios correspondentes estrangeiros.
Sobre a história da ABL, no fim do século XIX, Afonso Celso Júnior, ainda no Império, e Medeiros e Albuquerque, já na República, manifestaram votos por uma academia nacional, como a Academia Francesa. O êxito social e literário da Revista Brasileira, de José Veríssimo, daria coesão a um grupo de escritores e, assim, possibilidade à idéia.
Lúcio de Mendonça teve, então, a iniciativa de uma Academia de Letras, sob a égide do Estado, que se escusaria, à última hora, a tal aventura de letrados. Foi fundada então, independentemente, a Academia Brasileira de Letras.
A 20 de julho de 1897, numa sala do Pedagogium, na Rua do Passeio, realizou-se a sessão inaugural, na qual estiveram presentes dezesseis acadêmicos. Fez uma alocução preliminar o presidente Machado de Assis. Rodrigo Otávio, 1º secretário, leu a memória histórica dos atos preparatórios, e o secretário-geral, Joaquim Nabuco, pronunciou o discurso inaugural.
O estatuto da Academia Brasileira de Letras estabelece que para alguém candidatar-se é preciso ser brasileiro nato e ter publicado, em qualquer gênero da literatura, obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livros de valor literário.
Os imortais são escolhidos mediante eleição por escrutínio secreto. Quando um Acadêmico falece, a cadeira é declarada vaga na Sessão de Saudade, e a partir de então os interessados dispõem de um mês para se candidatarem, através de carta enviada ao Presidente. A eleição transcorre três meses após a declaração da vaga.
A posse é marcada de comum acordo entre o novo Acadêmico e o escolhido para recepcioná-lo. De praxe, o vistoso fardão é oferecido pelo Governo do Estado natal do Acadêmico.