Apresentação dos Anais
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“(...) A Linguística Aplicada preocupa-se com os mais emotivos e importantes assuntos: a educação das crianças, os direitos dos menos favorecidos, o equilíbrio não estável das culturas e línguas, os efeitos da tecnologia na comunicação... Há muitas vozes falando para a Linguística Aplicada.... é preciso ouvir todas elas... e falar com sua própria voz”.

Cook (2003, p. 78 – Ênfase adicionada)

 

No ano em que completa vinte e um anos de existência, a Diretoria da “Associação de Linguística Aplicada do Brasil” (ALAB) tem a satisfação de apresentar à comunidade acadêmica-científica o livro intitulado “Linguística Aplicada e Sociedade: o ensino e aprendizagem de línguas no contexto brasileiro” e, agora, os Anais do IX Congresso Brasileiro de Linguística Aplicada (CBLA). Tanto o livro quanto os anais têm como fio de Ariadne a interface entre a Linguística Aplicada e a Sociedade. Enquanto no livro os professores colaboradores sinalizam a escola como um dos palcos onde a sociedade se encena em suas contradições e, por isto, onde se expõe, na segunda empreitada, os anais do IX CBLA, são apresentados artigos acadêmicos de estudiosos da língua(gem) de diferentes lócus de ensino e de pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior, e que se problematizam as questões da língua(gem) sob diferentes perspectivas espistemológicas, a saber: Análise da Conversa; Análise do Discurso e Pragmática; Aquisição de Língua Adicional; Aquisição de Língua Materna; Aspectos Sonoros do Discurso Oral; Autonomia na Aprendizagem de Línguas; Crenças em Ensino e Aprendizagem de Línguas; Ensino e Aprendizagem de Língua Materna; Ensino e Aprendizagem de Línguas Adicionais; Estudos de Narrativas; Fonética e Fonologia; Formação de Professores; Gêneros Textuais; Letramento; Linguagem e Gênero; Linguagem e Identidade; Linguagem e Literatura; Linguagem e Mídia; Linguagem e Tecnologia; Linguagem e Trabalho; Linguagem em Contexto de Necessidades Especiais; Línguas Minoritárias; Linguistica de Corpus; Material Didático; Multilinguismo e Multiculturalismo; Multimodalidade no Texto e no Discurso; Políticas Linguísticas; Psicolinguística; Sociolinguística; Tradução; Avaliação no Ensino e Aprendizagem de Línguas; e Ensino de Línguas para Fins Específicos.


Certamente, ao (re) ler as dezenas de artigos que fazem parte desta obra, chego à conclusão de que a Linguística Aplicada brasileira, não mais concebida como aplicação de teorias linguísticas e/ou ensino-apredizagem de línguas, mas como um campo de investigação InDisciplinar, trangressivo, híbrido e mestiço (Moita Lopes, 2006), tem uma voz ativa e uma abordagem de pesquisa protagonista, crítica e emancipatória. Este fazer acadêmico-científico certamente coaduna com as demandas da sociedade contemporânea e faz das palavras do sociólogo português Boaventura Souza Santos a nossa práxis como pesquisadores da língua(gem): “Lutar pela igualdade sempre que as diferenças nos discriminem; lutar pelas diferenças sempre que a igualdade nos descaracterize”. Este caráter, até certo ponto filosófico, é ou deveria ser, o papel da Linguistica Aplicada brasileira, campo de investigação sensível e disposto a compreender com profundidade as relações da lingua(gem) com os diversos campos ou esferas discursivas da sociedade.


Referências

COOK, G. Applied Linguistics. Oxford: Oxford University Press, 2003

MOITA LOPES, L. P. da (Org.). Por uma Linguística Aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.

 

 

Paula Szundy (Presidente)
Julio Araújo (Vice-Presidente)
Kléber Aparecido da Silva (Secretário)
Christine Nicolaides (Tesoureira)