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A CHAMADA DE TRABALHOS para o 18°Congresso Mundial de Linguística Aplicada FOI PRORROGADA. Propostas para pôsteres, comunicações individuais e simpósios podem ser submetidas ATÉ 30.04.2016.

O congresso reunirá linguistas aplicados de todos os continentes interessados em práticas discursivas que atravessam esferas sociais diversas. O tema Inovações e Desafios Epistemológicos na Linguística Aplicada pretende fomentar discussões acerca de agendas de pesquisa inovadoras para endereçar práticas sociais e sobre como tais agendas desafiam as formas como compreendemos, produzimos e transformamos conhecimento na área. 

Para submeter propostas e baixar a chamada de trabalhos com informações detalhadas, acesse www.aila2017.com.br.

E-mail: contact@aila2017.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/aila2017/

 

PRONUNCIAMENTO DA COMISSÃO ORGANIZADORA DA AILA SOBRE VALORES DA TAXA DE INSCRIÇÃO
A Comissão Organizadora do 18º Congresso Mundial de Linguística Aplicada agradece as mensagens sobre os valores estabelecidos para participação e apresentação de trabalhos que foram enviadas por linguistas aplicados, pesquisadores nas diversas áreas de Estudos Linguísticos e professores interessados nos temas definidos para o evento.
 
Em resposta aos colegas que apontaram aqueles valores como impeditivos para a presença de brasileiros e demais latino-americanos no Congresso em função da crise econômica por que estamos passando, entendemos, junto com eles, que pode parecer contraditório organizar um Congresso com taxas elevadas de inscrição, que dificultam a participação dos representantes das vozes do Sul, cujo protagonismo tanto queremos ressaltar.
 
Sobre esse assunto, gostaríamos de dizer que, em princípio, foi desejo da comissão organizadora do Congresso da AILA propor a cobrança de tarifas diferenciadas para participantes de diferentes nacionalidades, com o intuito de tornar o evento mais acessível para brasileiros e latino-americanos. No entanto, fomos obrigados a desistir dessa ideia quando montamos um primeiro esboço da planilha de custos e concluímos que, se isso acontecesse, o evento não se pagaria, porque os seus custos não diminuirão de acordo com as nacionalidades dos participantes. Ou seja, os preços da locação, da alimentação, dos equipamentos, da tradução simultânea, enfim, da montagem de toda a infraestrutura de um grande Congresso serão os mesmos, e precisamos dar conta deles.
 
Além disso, optamos por limitar o número de participantes a 2000 (dois mil), por acreditarmos que essa seria uma dimensão de congresso que poderíamos gerenciar. Se, por exemplo, estivéssemos organizando um evento para 3000 (três mil) pessoas, talvez pudéssemos reduzir a taxa de inscrição pelo fato de alguns custos serem fixos – o aluguel do espaço e o da tradução simultânea, por exemplo, têm o mesmo custo independentemente do número de participantes. Mas, por outro lado, outros custos aumentariam proporcionalmente ao número de participantes, como alimentação, por exemplo, que é um item obrigatório nos Congressos da AILA: sobre isso, lembramos que o almoço dos participantes está incluído na taxa de inscrição, e sabemos que nenhuma agência de fomento brasileira contempla, em editais de apoio a eventos, gastos com alimentação. De toda forma, dois mil participantes já é um número bastante audacioso.
 
Para se ter uma ideia de quanto custa um evento deste porte, podemos dizer, em uma primeira estimativa, que o Congresso da AILA no Rio de Janeiro vai custar cerca de 1 milhão de reais. A AILA não custeia nem subsidia eventos; pelo contrário, é inclusive nossa responsabilidade custear hospedagem para os membros do executive board e do international committee, totalizando 104 diárias em hotéis quatro estrelas. Esse gasto também deverá ser custeado pelo Congresso da AILA, e todas as despesas precisam ser pagas pelas inscrições. Estamos tentando patrocínio, mas sabemos que a possibilidade de conseguirmos qualquer coisa é bem pequena.
 
Quanto às agências de fomento, só podemos concorrer a editais no ano do evento, e as respostas em relação a esses pedidos podem chegar apenas nas vésperas do congresso, quando várias das despesas já deverão estar pagas. Quem estava presente na última assembleia da ALAB sabe que o caixa da Associação se resume a 1/5, ou seja, vinte por cento do valor que estimamos gastar com o Congresso da AILA. E os ativos da ALAB devem ser usados apenas para adiantar pagamentos a serem eventualmente repostos; não é responsabilidade da ALAB custear o evento, e isso nem seria financeiramente viável.
 
Quanto ao valor em dólares americanos, isso se explica pela grave crise econômica brasileira. Seria irresponsabilidade estipular um valor em reais para as inscrições quando ainda falta mais de um ano para o evento; se o dólar disparar, os custos, mesmo em reais, também disparam. Estipular a taxa de inscrição em dólares americanos foi uma forma de estabelecermos paridade entre receita e despesas.
 
Finalmente, gostaríamos de lembrar que, na cotação do início do mês de abril de 2016, a taxa de inscrição do último Congresso da AILA foi de 600 dólares australianos, cerca de 460 dólares americanos, um valor bem mais alto do que os 250 dólares americanos estabelecidos para pagamento inicial para o Congresso do ano que vem. E, por mais incrível que possa parecer, uma australiana que esteve no Rio de Janeiro em 2013, durante o 11º CBLA, para a reunião do executive board e do international committee da AILA, disse que o custo de vida no Rio era mais caro do que na Austrália. Ou seja, fazer um Congresso da AILA no RJ é mais caro do que fazer na Austrália; mesmo assim, nosso evento terá um preço menor do que custou o australiano.
 
Por isso, mesmo com o nosso desejo de estabelecer valores mais acessíveis para brasileiros e latino-americanos, precisamos reconhecer que um Congresso desse porte é bastante caro, e precisa se pagar. O valor da taxa de inscrição, mesmo alto, é o mínimo para que isso aconteça. Se diminuíssemos esse valor, o evento simplesmente não se pagaria. 
 
Esses, entre outros, são os inúmeros fatores com os quais temos de lidar como comissão e que fazem parte de um evento como o próximo Congresso da AILA. Tais fatores, embora não digam respeito diretamente às vidas dos participantes em geral, são justamente o que permite que Congressos existam.
Dessa maneira, a presença de um executive board e de pesquisadores importantes que se apresentarão durante o Congresso, as despesas a eles relacionadas, a promoção de atividades paralelas, as refeições conjuntas, entre outros deveres, fazem parte do processo de organizar eventos internacionais importantes. Institucionalmente, não há como excluir essas tarefas, já que muitas delas estão voltadas para ampliar os conhecimentos dos que se interessam por LA, proporcionar a todos ganhos maiores do que o recebimento de um certificado de apresentação de trabalho, e deixar nas mentes de cada participante a memória de um evento único, especial.
 
Para finalizar, salientamos que estamos em diálogo efetivo para buscar alternativas de diminuição dos valores do evento; assim, mesmo que isso não seja possível, é essencial para a comissão do 18º Congresso da AILA levar ao conhecimento da comunidade acadêmica a sua preocupação quanto a essa questão, por todos os motivos apresentados acima. Por isso, contamos com a compreensão de tod@s.
 
 
Rio de Janeiro, 11 de abril de 2017.
 
Comissão Organizadora AILA WORLD CONGRESS RIO 2017